Nove Regras para Criarmos uma Criança Tímida

Postado em 15/08/2017

Nove Regras para Criarmos uma Criança Tímida

Maus e Bons Hábitos, tudo é uma questão de Aprendizado...

"Poucas pessoas sabem disso, mas, assim como os vícios são hábitos, pensar negativamente também o é..."

Imagine que uma criança tem o potencial para "Ser" qualquer coisa, inclusive fazer a diferença que não fizemos..

A timidez é acima de tudo um aprendizado, um estado de comportamento criado por nós, do mesmo modo que se cria um hábito, como por exemplo, o colecionar carrinhos em miniatura, ou selos, ou mesmo a preferência por um refrigerante, ou a ver o belo como feio e vice e versa.

Somos capazes de criar, tanto aquilo que preferimos e desejamos, quanto aquilo que repudiamos. E tudo isso são comportamentos, facetas psicológicas que depois de se tornarem partes integrantes de nossas personalidades, servirão para alguma coisa, e serão usadas, sejam para nos proporcionar insatisfações ou satisfações.

E mesmo que o temperamento inato da criança seja extrovertido, o condicionamento da mesologia acabará por prevalecer mudando essa escrita. Uma criança extrovertida só assim permanecerá se encontrar em seu meio as condições que apóiem e potencializem essa característica, esse fragmento de personalidade. Por isso existem crianças extrovertidas que são tímidas fora do seu meio de convívio, e o contrário, crianças mais recatadas que são extrovertidas, circulam com desenvoltura em qualquer meio. Nesse caso o condicionamento recebido fez a diferença.

É como os filhos que criamos. Podemos lhes dar carinho e atenção, mas, não podemos nos assegurar que jamais terão contato com a coisa contrária e seguirão um caminho adverso. Um comportamento, depois de criado, ficará dormente, em estado de espera, em hibernação, ou será aplicado imediatamente, a depender da ocasião. Sem uso jamais permanecerá e será aplicado mesmo que o seja apenas em nossos sonhos inconscientes.

Com frequência nos chegam as crianças tímidas. Não porque assim nasceram, mas porque foram fabricadas, criadas até de forma involuntária, uma vez que bem poucos, como pais e educadores, conhecem as regras a seguir. São quesitos simples, que podem ser facilmente constatadas em nosso convívio diário, seja em casa ou na escola, seja entre incultos ou cultos.

Evidentemente a lista não se presta a criar estados de timidez em quem quer que seja, mas, antes disso, serve como guia para nos inteirarmos das causas. Mas não estão listadas todas, apenas algumas. E talvez até sirvam para que possamos evitar a criação de novos desses estados psicopatológicos em nossos filhos ou discentes.

E por último, o temperamento delas deve ser estudado desde o nascimento. Se bem avaliadas nesse quesito, podemos descobrir qual a melhor forma de orientá-las, e tudo isso de acordo com suas predisposições inatas, o que potencializará seu aprendizado.

 

Eis as Regras:

Sempre compare sua criança com a criança do vizinho, ou do seu amigo, ou com seu irmão, especialmente quando o motivo da comparação é uma habilidade, ou atributo físico que a mesma não possui

Cubra-a de elogios, de modo que cresça ofuscada pelo mimo e caprichos caseiros, ocultando assim suas falhas, suas limitações de qualquer natureza, assim ela ficará surpresa quando o mundo lá fora a rejeitar, lhe fizer críticas, sem que ela compreenda os motivos, já que se negaram a lhe mostrar em casa.

Revele, diante dos seus colegas, mesmo em tom de brincadeira, situações que lhe sejam embaraçosas, especialmente aquelas pequenas manias que ela tenta a todo custo esconder de todos. Pode ser também suas pequenas preferências, que antes eram apenas segredos caseiros. Mas antes, saiba que isso a fará sentir-se envergonhada, diminuída diante dos outros.

Obrigue-a a ser irreverente, mesmo que isso seja contrário ao seu temperamento, obrigando-a a se comportar como a mais extrovertida da classe, ou da rua onde mora, indicando claramente que seu comportamento, aquilo que representa seu modo natural de “ser”, seja ele qual for, é considerado uma anomalia, uma deformação.

. Defina a beleza como sendo uma obrigação. Assim, ela poderá, ao olhar-se no espelho se comparando com a evidente beleza das outras, ao sentir-se na impossibilidade de imitá-las, acreditar que é um traste, uma aberração digna de ser rejeitada pelo mundo.

 

Ignore seus talentos naturais, sempre preferindo as qualidades dos outros, sempre tomando como referência os mais hábeis, os vencedores de fora, os famosos, mesmo sabendo que tudo aquilo são personalidades falsas, especialmente construídas para o mercado das aparências e consumo midiático, criado para fisgar tolos.

Faça-a sentir-se embaraçada na frente dos amigos, ou convidados, com comentários jocosos, citando o modo como se veste, como anda, como fala, seus gostos pessoais, etc. Desse modo ela tenderá à reclusão, e sentirá vergonha de se expressar, de estar diante dos outros, e tenderá a ver-se como uma coisa anormal, diante de um mundo de normais, que evidentemente, são diferentes de si.

Menospreze suas opiniões, mesmo sabendo que uma criança ainda carece de experiência para tê-las com coesão. Ressalte as opiniões daqueles que sabem tudo, especialmente crianças superdotadas, ou aquelas que são consideradas gênios, ou as mais velhas, assim, doravante, ela sentir-se-á naturalmente insegura, temerosa de comentar qualquer coisa, de opinar, na sua presença ou diante dos outros.

Esconda-lhe ou ignore suas limitações, assim, ao entrar em contato com o mundo real, lá fora, longe do seguro ambiente do lar, local onde se sente importante, quando de fato descobrir que outros não lhe dão esse valor, irá sentir-se humilhada e naturalmente fraca, sem saber lidar com a verdade óbvia, sem compreender os motivos.

Agindo dessa forma, com certeza, em pouco tempo, terá diante de si uma criança capaz de temer até a própria sombra.

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